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terça-feira, 14 de julho de 2009

A interpretação do currículo


O currículo tem na devida conta os problemas e legítimas aspirações individuais e também os problemas e aspirações sociais. O aprendente intervém ativamente na realidade: penetrando-a e desvendando-a , afetando-a e deixando-se afetar por ela , transformando-a para melhor e comunicando aos seus semelhantes os conhecimentos adquiridos juntamente com os afetos e as inciativas transformadoras. O pontos principais apontados no texto versam sobre como deve ser feita a interpretação do currículo, porque deve ser feita, e quem deve fazer, seguindo as orientações dadas por ele mesmo, e sobre o uso de materiais didaticos e a autonomia consedida ao professorado.

*[arquivo atualizado em 28 de julho de 2009]

. Aula do dia 30/06/09

Texto: O currículo modelado pelos professores

Bibliografia:

Gimeno Sacristán, J. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3 ed. Porto Alegre: Artemed, 2000.

O uso de materiais didáticos

"Os livros didáticos devem ser utilizados pelo professor como base para sua pratica. Mas não devem ser seguidos a risca, os professores devem ser criativos e complementa-los com novos conteúdos e informações, afim de aprimora-los para aplicar melhor os conhecimentos contidos neles em sala de aula."(Nathália Barbosa)


Os livro-textos no sistema escolar não são como outros produtos culturais, nem livros comuns numa sociedade de livre mercado, são peculiares em sua concepção, em suas funções e nas leis de produção e consumo pelas quais funcionam. Por isso devem ser muito bem analisados antes de ser inserido em sala de aula. O uso de tais meios é considerado inerente as vezes ao próprio exercício profissional. De fato, é conhecida a dependência do professorado de algum material que se estruture o currículo, desenvolva seus conteúdos e apresente ao professor em termos de estratégias de ensino.

Observe a seguir qual a importância dos materiais didáticos que desenvolvem todo o currículo:
  1. São tradutores das prescrições curriculares gerais e, nessa mesma medida, construtores de seu verdadeiro significado para alunos e professores.
  2. São os divulgadores de códigos pedagógicos que levam a pratica, isto é, elaboram os conteúdos ao mesmo tempo que planejam para o professor sua própria pratica; são depositarios de competências profissionais.
  3. Voltamos a utilização do professor, são recursos muito seguros para manter a atividade durante um tempo prolongado, o que da uma grande confiança e segurança profissional. Facilitam-lhe a direção da atividade nas aulas.

. Aula do dia 23/06/09

Texto: O currículo apresentado aos professores

Bibliografia:

Gimeno Sacristán, J. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3 ed. Porto Alegre: Artemed, 2000.

O professor é o mediador


O professor, deve ter o domínio da prática para desenvolver o currículo nas aulas e fazê-lo sendo coerente com um modelo educativo aceitável implica conectar conhecimentos diversos na hora de atuar. Não basta justapor o conhecimento sobre o aluno, sobre o processo de aprendizagem humano, sobre as condições do meio, da escola, dos meios didáticos, dos grandes objetivos e princípios educativos, etc., mas tudo isso deve integrar-se num tratamento coerente. Cada uma das áreas das quais se compõe o currículo representa tradições culturais e pedagógicas amplas e cabe ao professor interpretá-las e transmiti-las. Entretanto seria um absurdo que o professor tivesse que ser a única fonte das diferentes informações que se podem utilizar e são necessárias para desenvolver o currículo nas diversas áreas ou disciplinas, principalmente num mundo onde os meios de comunicação variados se desenvolveram enormemente.

Existem meios escritos, gráficos, audiovisuais e etc., que o professor pode aproveitar oportunamente numa determinada estratégia de ensino que ele estrutura. Mas existem outros meios estruturadores da própria ação, que oferecem a professores e alunos a estratégia de ensino em si, ainda que seja em forma de esquemas a serem adaptados, a partir da informação que se dirige aos alunos para cumprir com as exigências curriculares. Os livros-texto são exemplos deste último.

. Aula do dia 16/06/09

Texto: O currículo apresentado aos professores

Bibliografia:

Gimeno Sacristán, J. O currículo: uma reflexão sobre a prática. 3 ed. Porto Alegre: Artemed, 2000.

terça-feira, 9 de junho de 2009

I° Socialização do BLOG



Apresento-lhes meu PORTFÒLIO

"O valor de todo o conhecimento está no seu vínculo com as nossas necessidades, aspirações e ações; de outra forma, o conhecimento torna-se um simples lastro de memória, capaz apenas - como um navio que navega com demasiado peso - de diminuir a oscilação da vida quotidiana."
(V. O. Kliutchevski)

. Aula do dia 09/06/09


segunda-feira, 8 de junho de 2009

O currículo oculto

O currículo significa aquilo que os estudantes têm oportunidade de aprender através do que é formalmente ensinado e do que, mesmo não sendo explicitado, está latente em algumas práticas pedagógicas bem como em textos, gravuras dos livros didáticos e imagens de vídeos e filmes. Hábitos de ordem, pontualidade, correção, respeito, competição-colaboração, docilidade e conformidade são, entre outros, aspectos inculcados conscientes ou inconscientemente pela escola que denotam um modelo de cidadão. A grande maioria dessas influencias é imposta como norma de fato, aceita sem discussão, como parte do que consideramos normal. A este conjunto, de práticas pedagógicas não explicitadas, chamamos de currículo oculto.

O currículo oculto das praticas escolares tem uma dimensão sócio-politica inegável que se relaciona com as funções de socialização que a escola tem dentro da sociedade, porem, quando todos esses valores fazem parte do currículo explicito da educação social e moral, não mais caberá dizer que são propriamente componentes de sua dimensão oculta. As obrigações que o currículo oculto impõe aos alunos são tão importantes, ou mais para eles, para sua sobrevivência e sucesso na escola, do que as do programa oficial ou explicito, como são também para os próprios professores.

. Aula do dia 26/05/09

Texto: O currículo: os conteúdos do ensino ou uma análise prática?

Bibliografia:

Gimeno Sacristan, J. O currículo: os conteúdos do ensino ou uma análise prática? In: Gimeno Sacristan, J. Pérez Gomes, A. I Compreender e transformar o ensino. 4.ed., ARTMED, 1998.

Mudança de foco

Seria está a solução?


Na linguagem pedagógica cientifica e em muitas teorizações e investigações sobre o ensino ou sobre a instrução, da-se primazia ao estudo do "objetivo" do ato de ensinar e deixasse de lado o que é discutível e problemático: o conteúdo. Desta forma, a atividade, seus agentes e seu contexto desligam-se em muitos casos dos conteúdos aos quais servem. Aí esta o "x" da questão, será que se mudarmos o foco das investigações sobre o ensino, para os problemas que o conteúdo coloca, não conseguiríamos resolver o já tão discutido embate sobre o uso da teoria na pratica diária de nossas escolas.

Transformar em tema central da didatica os conteúdos, junto com os temas que geralmente costumam ser vistos como propriamente didaticos ou metodológicos, implica porem, lutar por uma visão mais ajustada a realidade, mais integradora, oferecer perspectivas mais completas para os professores, ampliar o sentido restrito da técnica. E para isso necessitaremos de uma maior empenho.

. Aula do dia 19/05/09

Texto: O currículo: os conteúdos do ensino ou uma análise prática?

Bibliografia:

Gimeno Sacristan, J. O currículo: os conteúdos do ensino ou uma análise prática? In: Gimeno Sacristan, J. Pérez Gomes, A. I Compreender e transformar o ensino. 4.ed., ARTMED, 1998.

domingo, 7 de junho de 2009

Currículo: Teoria & Prática


Todos nós sabemos que o currículo na prática está muito longe do que é proposto na teoria. Um currículo teórico é confeccionado apartir de estudos e pesquisas de toda a historia da educação e das mudanças ocorridas na mesma, dotado de muitas proposições, mudanças e estratégias e é responsável por definir padrões e normas a serem seguidos no processo de escolarização. Ou seja, é um modelo idealizado do que vem a ser uma educação eficaz e de qualidade, o qual deveria ser utilizado na pratica diária, o que infelizmente não acontece. Seja por motivos adversos ou mesmo por acomodação e desinteresse por parte de alguns professores que recusam-se a adequar seus métodos de ensino as novas realidades sociais presentes em nossas escolas.
No texto o autor centraliza seus questionamentos nessas diferenças, apartir de diversas definições do que vem a ser um currículo.

. Aula do dia 12/05/09

Texto: Currículo: a invenção de uma tradição

Bibliografia:

GOODSON, Ivor F. Currículo: a invenção de uma tradição. 7 .ed., trad. Hamilton Francischetti. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995. (p. 16-28)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Construindo o conhecimento

O que é um currículo?


"Ao contrário do que muita gente pensa um currículo não é apenas uma folha de papel, onde se coloca seus dados pessoais, escolaridade e experiências profissionais seu significado esta associado a distintas concepções, que derivam dos diversos modos de como a educação é concebida historicamente, bem como das influências teóricas que afetam e se fazem hegemónicas em um dado momento." (Nathália Barbosa)
Podemos definir o currículo como:
  1. os conteúdos a serem ensinados e aprendidos;
  2. as experiências de aprendizagem escolares a serem vividas pelos alunos;
  3. os planos pedagógicos elaborados por professores, escolas e sistemas educacionais;
  4. os objetivos a serem alcançados por meio do processo de ensino;
  5. os processos de avaliação que terminam por influir nos conteúdos e nos procedimentos selecionados nos diferentes graus da escolarização.
  6. atitudes e valores transmitidos, subliminarmente, pelas relações sociais e pelas rotinas do cotidiano escolar (o chamado currículo oculto).
O conhecimento escolar é um dos elementos centrais do currículo e sua aprendizagem constitui condição indispensável para que os conhecimentos socialmente produzidos possam ser aprendidos, criticados e reconstruídos por todos os estudantes do pais. Concebemos o conhecimento escolar como uma construção especifica da esfera educativa, não como uma mera simplificação de conhecimentos produzidos fora da escola. Quando um grupo compartilha uma cultura, compartilha um conjunto de significados, contruidos ensinados e aprendidos nas praticas de utilização da linguagem. A palavra cultura implica portanto, o conjunto de praticas por meio das quais significados são produzidos e compartilhados em um grupo.
  • Aula do dia 28/04/09
Texto: CURRÍCULO, CONHECIMENTO E CULTURA

Bibliografia:

[Moreira, Antônio Flávio Barbosa] Indagações sobre currículo : currículo, conhecimento e cultura / [Antônio Flávio Barbosa Moreira , Vera Maria Candau] ; organização do documento Jeanete Beauchamp, Sandra Denise Pagel, Aricélia Ribeiro do Nascimento. – Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2008. 48 p.